Dinâmica – o que quase ninguém faz e quase sempre faz a diferença

Me lembro várias vezes de ter visto excelentes bandas, com excepcionais músicos, tocando algum tema muito interessante, entretanto sem nenhuma dinâmica. Soando tudo muito forte ou fraco, sem variações. Um desperdício. Agora é bem verdade que escutei formações até grandes com bastante músicos, utilizando desse ótimo recurso de dinâmica, alternando e graduando volumes de acordo com a interpretação e o trecho da música.
Do que é feito um ótimo locutor? De uma voz grave e potente ? Ou da capacidade de interpretar um texto a ponto de prender a sua atenção e criar em sua mente paisagens, tensões, dramas, conflitos ou até mesmo desejo ? Fico com a segunda opção disparadamente.
Isso deve ser uma constante musical também. Seu instrumento, mesmo de percussão precisa se adequar a dinâmica. Você precisa ter sensibilidade pra perceber os momentos certos dos quais você deverá tocar com mais vigor e outros que você deverá ser delicado e gentil. Tudo isso pode parecer subjetivo, mas escute música clássica: CHOPIN, TCHAIKOVSKY, ERIK SATIE, MOZART, etc. Você entenderá mais facilmente essa relação de dinâmica.
Tudo isso faz parte de uma habilidade do músico que é mais importante de todas: OUVIR. Escute a música, perceba os momentos de tensão e relaxamento. Um guia básico para canção:
    Isso não deve ser regra, mas é um bom começo. Você pode variar essas opções, o que inclusive dará outra sonoridade para música até mesmo utilizando-se do mesmo arranjo.
    A capacidade de interpretar uma melodia, faz o músico mais sensível e mais apurado. Quando é possível perceber estas nuances na execução de uma banda inteira, o resultado é muito mais perceptível.
    Imagine o baixista, o baterista, o guitarrista e o tecladista respeitando nos mesmos momentos a dinâmica pré-estabelecida. A voz aparecerá muito mais e aquela “barulheira” ainda que bem tocada, deixará de existir.
    Não se iluda achando que isso não faz a diferença. Estudar música requer uma mudança na postura de tocar o instrumento. A forma como você o encara, muda muito na produção e qualidade do seu som.